segunda-feira, novembro 14, 2011

IDAVILA - 26ª EDIÇÃO - ANO DE CAPRICÓRNIO

Sensatez itinerante e uma estúpida seriedade.
Uma felicidade maldita nos encontros de salvamento.
Aquela sobriedade solitária. Natália:
Quer partir o meu outro a machadadas.

sexta-feira, outubro 28, 2011

Além da Nota

O antropofágico Blog Pia Suja escorreu pelo ralo e passou a habitar o submundo das encanações. As celebrações dos ritos em torno da pia tornaram-se fúnebres e a festa era das fossas.  Com o tempo, a tubulação entupiu e seus canos estouraram violentamente. O abrupto estouro o conduziu através das correntes subterrâneas para além do canal das valas. Hoje não se tem notícias de seu paradeiro...

sábado, junho 18, 2011

terça-feira, fevereiro 15, 2011

A labareda da tua boca incendeia a terra e os teus pés.

quarta-feira, dezembro 29, 2010

Orô

Troquei os miúdos por Caetano

O infinito por luz

As palavras escritas por cenas

O compasso do só

Verbos por percepção-sensasória e ação

Imaginação

Posse por cores

Cinzas por noite

A definição por sonhos

E sonhos por idéias-forma

O jazz por afoxé

O sax por atabaque

O jeans pelo pé

Livre

sexta-feira, setembro 17, 2010

O Punk Escatólogico - Considerações sobre o Cú

Para Paulo R. Rodrigues


Cú é a palavra de ordem. O que foi construído num diálogo análogo. Somente esta pequena e sem graça palavra, expressa toda a miséria e tédio dos dias insípidos. Mas este pode ser apenas um olhar pessimista sobre esta válvula de escape e precisa ser repensada. Para este substantivo-adjetivo é incorporado seus efeitos asquerosos, bem como é usado para exclamar uma contrariedade, um desagrado. O que muitas vezes pode ser um cú esconde meios de transporte como portas ou pontes para a libertação essencial.
Outro dia disse meu corpo:
“Defeca ser, não acontecerá com esta latrina o que aconteceu com Hiroshima. Teu reto não é um míssil, tampouco uma arma apontada para a tua cabeça. Esta força que fazes é para expulsar o que de mim, teu corpo pleno, não aproveitei. E isto não significa que terás de preservar o que veio acumulando dia a dentro e fora. Cospe. O que não presta para mim é rio perene para ti. Em momentos de cheias, tu deves abrir as comportas e levar os marinheiros ribeirinhos para alto mar.
Filosofias modernistas e pós-contemporâneas cujos autores são grandes mestres propagadores de uma verdade incontestável e por milênios discutida, enfatizam sátiros e irônicos escarrando sobre os bonitinhos e santos sobre a arte do viver: - Tudo vira bosta, meu caro!
Os pré-socráticos diziam com veemência que nenhuma transformação acontece por acidente e sim por uma força divina que mantém tudo num fluxo perpétuo de constante transformação. Eis a razão! Teu tubo é um fidedigno transformador e a minha parte mais sensata. Vive em rotação. Pobres aqueles que nunca deram uma bela cagada! Nunca se permitiram viver, decerto. Pois mais que viver é dar-se permissão para tal.
E por onde mesmo entra o prazer da vida? Tu és a minha porta dos fundos, a porta de saída. Deves parar com este jogo de merda. O que queres pra ti? Fechar o olho que vê a tua existência de uma forma descartável? Tu és volátil! É a representação de futuros fatídicos. Interpretações refeitas olho mutante, tiro o teu óculos escuro para que te debruces sobre os caleidoscópios ambulantes, lisérgicos, e rode magicamente pelas pregas do destino".