sábado, junho 18, 2011
quarta-feira, dezembro 29, 2010
Orô
Troquei os miúdos por Caetano
O infinito por luz
As palavras escritas por cenas
O compasso do só
Verbos por percepção-sensasória e ação
Imaginação
Posse por cores
Cinzas por noite
A definição por sonhos
E sonhos por idéias-forma
O jazz por afoxé
O sax por atabaque
O jeans pelo pé
Livre
sexta-feira, setembro 17, 2010
O Punk Escatólogico - Considerações sobre o Cú
Para Paulo R. Rodrigues
Cú é a palavra de ordem. O que foi construído num diálogo análogo. Somente esta pequena e sem graça palavra, expressa toda a miséria e tédio dos dias insípidos. Mas este pode ser apenas um olhar pessimista sobre esta válvula de escape e precisa ser repensada. Para este substantivo-adjetivo é incorporado seus efeitos asquerosos, bem como é usado para exclamar uma contrariedade, um desagrado. O que muitas vezes pode ser um cú esconde meios de transporte como portas ou pontes para a libertação essencial.
Outro dia disse meu corpo:
“Defeca ser, não acontecerá com esta latrina o que aconteceu com Hiroshima. Teu reto não é um míssil, tampouco uma arma apontada para a tua cabeça. Esta força que fazes é para expulsar o que de mim, teu corpo pleno, não aproveitei. E isto não significa que terás de preservar o que veio acumulando dia a dentro e fora. Cospe. O que não presta para mim é rio perene para ti. Em momentos de cheias, tu deves abrir as comportas e levar os marinheiros ribeirinhos para alto mar.
Filosofias modernistas e pós-contemporâneas cujos autores são grandes mestres propagadores de uma verdade incontestável e por milênios discutida, enfatizam sátiros e irônicos escarrando sobre os bonitinhos e santos sobre a arte do viver: - Tudo vira bosta, meu caro!
Os pré-socráticos diziam com veemência que nenhuma transformação acontece por acidente e sim por uma força divina que mantém tudo num fluxo perpétuo de constante transformação. Eis a razão! Teu tubo é um fidedigno transformador e a minha parte mais sensata. Vive em rotação. Pobres aqueles que nunca deram uma bela cagada! Nunca se permitiram viver, decerto. Pois mais que viver é dar-se permissão para tal.
E por onde mesmo entra o prazer da vida? Tu és a minha porta dos fundos, a porta de saída. Deves parar com este jogo de merda. O que queres pra ti? Fechar o olho que vê a tua existência de uma forma descartável? Tu és volátil! É a representação de futuros fatídicos. Interpretações refeitas olho mutante, tiro o teu óculos escuro para que te debruces sobre os caleidoscópios ambulantes, lisérgicos, e rode magicamente pelas pregas do destino".
sexta-feira, junho 11, 2010
Pathos quente
No alto da minha cabeça
existe um pavil.
Meus dedos deslizam
pelo meu corpo áspero
e as minhas mãos
se ascendem.
Sou aquela que tudo
ilumina.
Entregue ao
sacrífico da luz.
terça-feira, junho 08, 2010
sexta-feira, junho 04, 2010
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